Cabo Verde realizou a 8 e 9 de julho o primeiro Fórum sobre Género e Mudanças Climáticas. Esta iniciativa pioneira, a par da publicação do Estudo sobre Género e Mudanças Climáticas, justificadas pela pertinência do conhecimento dos impactos diferenciadas das mudanças climáticas pauta este número da newsletter do Portal do Clima.
Sabemos que o género e o clima são assuntos transversais. Homens e mulheres, meninos e meninas desempenham papéis sociais diferentes, ainda são vistos de formas diferentes e, subsequentemente, são afetados de forma diferente pelos impactos das mudanças climáticas. Como se pode então fazer da melhor forma face à sua interseção? Como podemos adaptar-nos a um clima em mudanças de acordo com as nossas especificidades de género?
Para o saber, o Instituto Cabo-Verdiano da Igualdade e Equidade de Género (ICIEG) assinou um acordo de parceria operacional com o Programa Ação Climática, apoiado pela cooperação luxemburguesa. Este acordo tem como principal objetivo atualizar e operacionalizar o Observatório de Género, para contribuir para a implementação real do Sistema Nacional de Indicadores de Género de Cabo Verde, incluindo a dimensão climática. Neste âmbito, estão previstos (i) a realização do Estudo sobre Género e Mudanças Climáticas em Cabo Verde, (ii) a produção de uma infografia dedicada, (iii) a capacitação da equipa do ICIEG, do Instituto Nacional de Estatística (INE) e do Comité Interministerial de Género sobre indicadores transversais às duas temáticas e a (iv) realização do primeiro Fórum sobre Género e Mudanças Climáticas em Cabo Verde.
Tendo sido agora realizado o Fórum, numa iniciativa pioneira em Cabo Verde, e publicado o estudo, temos as melhores desculpas para dedicar o nono número da newsletter do Portal do Clima ao Género, contando com contribuições versadas nos resultados do estudo em si e na análise da relação entre clima e género nos setores das pescas, da energia, do desenvolvimento rural e da saúde humana, terminando com chave de ouro com a perspetiva de liderança feminina jovem.
Este trabalho estará completo quando a revisão do Plano Nacional de Igualdade de Género (PNIG) integrar clima de forma transversal, aproveitando o exercício de revisão que ocorrerá já no próximo ano.
