A 5.ª Conferência da Década do Oceano reforçou a ligação entre conhecimento científico, decisão e Economia Azul.
A ilha da Boa Vista acolheu, nos dias 23 e 24 de julho, a V Conferência Internacional da Década do Oceano, sob o lema “Economia Azul: Caminhos Sustentáveis”. Na abertura, o Embaixador do Grão-Ducado do Luxemburgo em Cabo Verde, Jean-Marie Frentz, teve a sua intervenção a par dos Presidentes de Cabo Verde e de Portugal, José Maria Neves e António José Seguro, e do Presidente da Câmara Municipal da Boa Vista, Cláudio Mendonça.
Na sua intervenção, o Embaixador destacou os impactos das mudanças climáticas e da poluição marinha, reafirmando o compromisso da Cooperação Luxemburguesa com uma ação climática inclusiva, baseada no conhecimento e orientada para o reforço da resiliência das comunidades.
V Conferência da Década do Oceano
No programa científico, o Instituto do Mar apresentou o projeto Bioindicadores, apoiado pelo Programa Ação Climática, com um orçamento global de 560 780 euros. O estudo analisa corais, pradarias marinhas e rodólitos como indicadores da saúde e da resiliência dos ecossistemas costeiros e quantifica o carbono azul armazenado nestes habitats e nos sedimentos. Adicionalmente, foram disponibilizados ao IMar 500 000 euros destinados à recuperação pós-tempestade tropical Erin. Entre os conceitos apresentados, Conxi Conxa colocou em destaque o turismo feminino, inclusivo e comunitário: experiências conduzidas por guias locais, com valorização do património natural e cultural e compromisso com a proteção do clima e do oceano.
Em números
orçamento global do projeto Bioindicadores e recuperação pós-Erin
A produção de cartografia, bases de dados e recomendações técnicas reforça o desenho de políticas públicas informadas por evidência para a conservação marinha, a adaptação climática e uma Economia Azul sustentável. Conhecer estes ecossistemas é essencial para proteger os recursos marinhos e valorizar o seu contributo como sumidouros de carbono.
TOMADA DE DECISÃO E DESENHO DE POLÍTICAS COM BASE EM EVIDÊNCIA CIENTÍFICA
A produção de cartografia, bases de dados e recomendações técnicas reforça o desenho de políticas públicas informadas por evidência para a conservação marinha, a adaptação climática e uma Economia Azul sustentável. Conhecer estes ecossistemas é essencial para proteger os recursos marinhos e valorizar o seu contributo como sumidouros de carbono.
A Conferência dos Oceanos teve o seu cair do pano praia de Santa Mónica, com o ato simbólico do lançamento de tartarugas ao mar, na presença do Presidente da Républica de Cabo Verde, José Maria Neves, do Diretor-Geral da UNESCO, Khaled El-Enany, do Embaixador do Luxemburgo, Jean-Marie Frentz e do Ministro do Ambiente, Ação Climática e Energia, Carlos Alberto Ramos Varela.

Inês Mourão